Blog da 2ways

Seu aluno sabe inglês… ou só sabe fazer prova?

Durante muitos anos, aprender inglês era quase sinônimo de decorar listas de vocabulário, memorizar regras gramaticais e acertar exercícios na prova. Muitos alunos tiravam notas excelentes, mas, diante de uma conversa simples, travavam.

Será que isso significa que eles realmente aprenderam inglês?

Essa é uma pergunta que toda escola, professor e família deveria fazer.

Aprender inglês vai muito além da nota

Imagine dois alunos.

O primeiro tira 10 em todas as avaliações escritas. Conhece tempos verbais, completa exercícios com facilidade e consegue traduzir pequenos textos.

O segundo talvez não tenha uma nota perfeita, mas consegue pedir informações, falar sobre sua rotina, compreender instruções, participar de uma conversa e expressar suas opiniões em inglês.

Qual deles realmente domina o idioma?

A resposta parece óbvia: quem consegue usar o inglês em situações reais.

A língua é uma ferramenta de comunicação. Por isso, aprender inglês não significa apenas conhecer regras, mas saber utilizá-las naturalmente no dia a dia.

O que significa, de fato, “saber inglês”?

Saber inglês é conseguir compreender, interagir e produzir linguagem em diferentes contextos.

Por exemplo, um aluno pode ser capaz de:

  • apresentar-se e falar sobre si mesmo;
  • compreender instruções dadas pelo professor;
  • participar de uma conversa simples;
  • escrever uma mensagem ou e-mail;
  • fazer perguntas e responder espontaneamente;
  • assistir a vídeos adequados ao seu nível de proficiência.

Essas habilidades mostram muito mais sobre o desenvolvimento do estudante do que uma prova baseada apenas em gramática ou tradução.

O papel das avaliações

As avaliações continuam sendo importantes. Elas ajudam professores e escolas a acompanhar o processo de aprendizagem, identificar dificuldades e planejar intervenções.

No entanto, quando uma avaliação mede apenas conteúdos memorizados, ela revela apenas uma parte do caminho.

Uma aprendizagem completa precisa considerar as quatro habilidades da língua inglesa:

  • Listening (compreensão oral)
  • Speaking (produção oral)
  • Reading (leitura)
  • Writing (escrita)

É o equilíbrio entre essas competências que demonstra o verdadeiro desenvolvimento do aluno.

Como saber se um teste realmente mede o nível de inglês?

Essa é uma dúvida bastante comum entre escolas e famílias.

Nem todo teste de inglês avalia a capacidade de comunicação do estudante.

Existem avaliações criadas apenas para verificar o conteúdo estudado em um determinado período letivo. Elas são importantes para acompanhar o currículo da escola, mas não indicam, necessariamente, o nível de proficiência do aluno.

Já exames internacionais e avaliações alinhadas ao CEFR (Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas) procuram responder a uma pergunta diferente:

O que esse estudante consegue fazer com o inglês na vida real?

Em vez de avaliar apenas se ele conhece uma regra gramatical, essas avaliações observam se o aluno consegue compreender, interagir, argumentar, escrever e comunicar-se de acordo com seu nível de desenvolvimento.

Por isso, hoje muitas certificações internacionais utilizam o CEFR como referência para descrever a proficiência em inglês.

Aprender para comunicar

Cada vez mais, escolas bilíngues e programas de excelência têm direcionado suas práticas para o desenvolvimento da comunicação.

Isso significa criar oportunidades para que os alunos utilizem o idioma de forma significativa:

  • realizando projetos;
  • resolvendo problemas;
  • participando de debates;
  • apresentando ideias;
  • trabalhando em equipe;
  • utilizando o inglês para aprender novos conteúdos.

Quando o idioma faz parte das experiências do estudante, o aprendizado torna-se mais natural, duradouro e significativo.

É exatamente essa visão que orienta o trabalho da 2 Ways Programa Bilíngue. Nossos materiais, formações e acompanhamento pedagógico são desenvolvidos para que as escolas formem alunos capazes de usar o inglês com segurança em situações reais, sempre alinhados às competências do CEFR e às metodologias ativas de ensino. Afinal, mais importante do que preparar alunos para uma prova é prepará-los para o mundo.

O verdadeiro objetivo

No final das contas, o maior sucesso de um programa de inglês não é formar alunos que apenas acertam provas.

É formar estudantes confiantes para usar o idioma em diferentes situações da vida: em uma viagem, em uma entrevista de emprego, em uma universidade internacional ou em uma conversa com pessoas de diferentes países.

Porque aprender inglês não é decorar respostas.

É desenvolver a capacidade de compreender o mundo e se comunicar com ele. E essa é uma habilidade que nenhuma nota, sozinha, consegue medir.